terça-feira, 12 de maio de 2009

Era dos Festivais

Era festival e, o nome estava dizendo, cabia tudo. No Internacional da Canção cabiam ridículos de todo mundo. Em 1969, houve um sujeito de Mônaco, que se apresenou vestido com a camisa do Flamengo e, em pleno alvorecer do Ai-5, cantava a exuberante alegria da garçoneta ''A vida é bela''. O último FIC (como era chamado festival) foi o de 1972. A circence Maria Alcina esculachou geral com a vitoriosa "Fio Maravilha". Os festivais eram divertidissimos não só por causa da musicalidade maluca. Em 1971, no festival de Guarapari- o primeiro de rock no brasil- Toni Tornado estava muito doido cantando "BR-3" quando de repente, como se fosse blackbird-fly dos Beatles, jogou-se em cima do palco em um vôo espetacular sobre a platéia e desabou no ombro de uma moça. Ela foi parar no hospital, com fratura do omoplata. Ele ainda encontrou resistência pra subir a ladeira de barro que circundava o palco num trote inesquecivel. Era música para tudo que é lado e, acredite tudo vinha da televisão. Na grade de programação, onde hoje estão as novelas, brilhavam os musicais. Um programa para os roqueiros, outros para os coroas do samba, outros para pessoal da bossa-nova e, quantos gêneros fossem surgindo, la estava um horário disponível para apresentar a última novidade da mpb. Quem teve a idéia de criar os festivais foi o produtor da TV Excelsior Solano Ribeiro que 1965 que reuniu todo mundo num concurso que mais tarde passou a chamar Festival Nacional de MPB.

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