Eu estou lendo livro chamado¨Da Favela pro Mundo¨que conta a história do gupo cultural Afro Regge, eu comprei esse livro por acaso e não imaginava que ao le-lo despertaria vários sentimentos dentro de mim. Eu nasci e me criei no Rio de Janeiro e lembro de acontecimentos que marcaram a trajetória de todos esses movimentos populares nas comunidades carentes. Tudo começou com a chacina da Candelária que na ocasião se não me falha memória assassinaram 8 meninos de rua, depois logo em seguida 21 pessoas foram mortas chacinadas num dos crimes mais barbaros acontecido em comunidades carentes que ficou conhecida no mundo todo como a Chacina de Vigário Geral. Essa foi uma das tantas que acontecem todos os dias nas grandes cidades. Mas o que eu quero dizer como pessoas que tiveram idéias , boa vontade e arregaçaram as mangas e acreditaram num sonho que atraves dele ja livrou milhares de jovens e crianças do mundo do crime é uma história mto bonita que pra chegar aonde o poder publico não chega teve que ter muita luta e muito amor. Eu vou contar um pouco de como esse grupo começou pois é uma lição de vida. O Grupo cultural Afro Reggae foi criado 1993, na cidade do Rio de Janeiro ela é uma organização não governamental empenhada em dar oportunidade a jovens carentes que estejam na ociosidade, envolvidos direta ou diretamente com a criminalidade atuando sempre em comunidades pobres o (GCAR) como é chamado procura atrair esses adolescentes oferecendo atividades como circo, teatro, dança, esporte, e principalmente música. Foi através desse trabalho que surgiu a banda chamada ÄfroReggae¨que posteriormente foram surgindo vários outros grupos como Afro Lata, Afro Samba, Afro Mangue, o Kitôto, a Tribo Negra e a banda femininaAkoni. Também surgiram as trupes de teatro e circo e uma companhia de dança: respctivamente Trupe de Teatro do Afro Reggae, e as trupes circenceLevantando a Lona; e Makala Musica e Dança. O mais importante de tudo que esse grupo vem fazendo e o reconhecimento que ele tem no Brasil e no Exterior e que possibilitou a essas pessoas a recuperação da auto-estima, quase perdida em meio a tiroteios, violência, miséria e abandono.
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