Nos tristes e repressivos anos 70, a poesia rompeu o compromisso com a realidade, com o intelectualismo e com hermetismo modernistas e partiu para ser marginal, diluidora, anticultural, pós moderna. Sem construir um movimento unificado, poetas jovens se declararam marginais e pipocaram de norte a sul do no país, espalhando o que a poesia perdera a pompa e a solenidade e decretanto o fim da modernidade, nome que foi usado para denominado genericamente uma época que iniciou após a Segunda guerra Mundial e que perdera no fim do século passado. Explorando todas as possibilidades do papel- folhetos, jornais, revistas, monuscritos , a poesia chegou aos muros, através das pichações, foi as praças, aliou-se à música, organizou exposições. Desenvolvida pela mira da policia e da politica dos anos 70, foi uma manifestação de denuncia e de protesto, uma explosão literária geradora de poemas espontâneos, mal acabados, irônicos, coloquiais, que falavam do mundo imediato e do próprio poeta, zombavam da cultura, escarneciam a propria literatura. Esses poeta falavam dos erros daqueles que viveram um grande sonho nos anos 60, tendo sido silenciado nos anos 70. Esses mesmos jovens encontravam exilados e desencantados muitos deles se precipitaram a ingressar na guerrilha, da viagem a loucura, do desbunde, da incompetência, da inércia a alienação sobrou o silêncio e um vázio cultural que teria dado tom na época na área das artes e da literatura. No entanto, a poesia que esses jovens poetas apresentaram destribuida de mão em mão, impressa em mimeógrafo, declamada em bate-papos de botecos, foi extremamente atenta às crises politico-existenciais da história de seu tempo e redimencionou conceito démodé do poeta visto como alguém recolhido deprimido e sofrido.
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